quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Adolescente é operada após engolir agulha, em Goiás






Garota estava com objeto na boca, quando se distraiu e engoliu, diz médico

Uma adolescente de 16 anos, moradora de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital, foi internada às pressas no Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) após engolir uma agulha. De acordo com o diretor-geral da unidade, o médico Ciro Ricardo Pires de Castro, o objeto tem cinco centímetros de comprimento e foi retirado durante uma cirurgia, realizada na noite de segunda-feira (28). O estado de saúde da garota é regular e ela segue internada na enfermaria.

Segundo Castro, a menor contou que estava com a agulha na boca, quando se distraiu e acabou engolindo o objeto, na noite de sexta-feira (25). Ela foi levada por familiares para o Centro de Assistência Integral à Saúde (Cais) Garavelo e depois para o Cais Chácara do Governador, ambos em Aparecida. “Neste último, ela foi atendida por um otorrinolaringologista de plantão, que tentou retirar a agulha. Sem sucesso, ele achou melhor encaminhar a garota ao Hugo”, contou o médico ao G1.


Objeto com 5 centímetros de comprimento ficou alojado no pescoço da jovem

Na unidade, a garota foi avaliada por um especialista em endoscopia. Em seguida, foi submetida a um exame e ficou confirmado que o objeto não estava mais no esôfago. “Por meio de um raio-x, descobrimos que a agulha se alojou no pescoço. Uma tomografia em 3D precisou a localização exata, que era a quarta vértebra cervical, ao lado da artéria carótida e da veia jugular”, explicou o médico.

Desde que engoliu o objeto, a adolescente ficou impedida de consumir refeições sólidas e reclamava do desconforto gerado pela agulha.

Como a região atingida é complexa, principalmente pela alta concentração de veias, uma junta médica foi convocada para analisar o caso. Depois de esgotar todas as possibilidades, e avaliar os riscos, os profissionais optaram pela cirurgia para remoção da agulha. “Um cirurgião especialista em cabeça e pescoço assumiu os trabalhos. Mas tudo foi muito bem discutido antes para evitar problemas”, afirmou Castro.

O procedimento, realizado na noite de segunda-feira, durou cerca de três horas. Segundo boletim médico, a garota tem estado regular e já se recupera na enfermaria. “Casos como este chamam a atenção, mas são mais comuns do que a gente imagina. Por isso é importante reforçar o alerta, pois esses tipos de objetos podem causar danos irremediáveis”, ressaltou o diretor do Hugo.

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Fonte: G1

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