quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Médica Kátia Vargas Leal Pereira tem prisão decretada; Promotores exigem lauda de hospital.





Os promotores do Ministério Publico não entendem o porquê da médica presa em flagrante ter sido encaminhada para um hospital particular ao invés do Hospital Geral do Estado, como acontece normalmente. Salvador – A médica Kátia Vargas Leal Pereira, 45 anos, teve prisão preventiva decretada pela Justiça nesta terça-feira (15). Ela é acusada de provocar o acidente que matou os irmãos Emanuel e Emanuelle Gomes Dias, de 21 e 23 anos, na última sexta, 11, em Ondina. A Justiça também solicitou que o Hospital Aliança encaminhe, em um prazo de 24 horas, laudos informando o estado de saúde da médica. A decisão foi decretada pelo juiz Moacir Pitta Lima Filho.


A depender do resultado do laudo solicitado ao Hospital Aliança, os promotores de Justiça Davi Gallo e Raimundo Moinhos podem solicitar a condução da acusada para um hospital público, onde possa ser devidamente vigiada pela polícia ou para uma instituição prisional. Davi Gallo e Raimundo Moinhos afirmaram que não entendem o porquê da médica presa em flagrante ter sido encaminhada para um hospital particular ao invés do Hospital Geral do Estado, como acontece normalmente.
Eles explicaram que o Estado é o responsável pela integridade da acusada e a permanência dela em uma instituição privada está dificultando o acesso a informações, inclusive impossibilitando que a Polícia Civil colha seu depoimento. O juiz determinou um prazo de 24h para que o hospital encaminhe laudos sobre as reais condições de saúde da médica e que o IML realize a perícia solicitada pelo MP ontem. Os promotores de Justiça também buscam mais detalhes para saber se está havendo favorecimento e criação de obstáculo ao trabalho policial, podendo responsabilizar inclusive criminalmente aqueles que estiverem adotando essa postura delituosa.
Para Davi Gallo e Raimundo Moinhos, não pode haver desvio de legalidade de socorristas e de médicos que se negam a prestar informações. Explicam que, desde o acidente ocorrido sexta-feira, nem a polícia nem o Ministério Público têm informações sobre a médica. “O MP não admite que haja tratamento diferenciado, pois isso é uma afronta à lei. Se for constatado que a médica está de alta, ela irá prestar declarações na delegacia e em seguida será conduzida para o Presídio Feminino ou para uma unidade prisional adequada à disposição da Justiça”, afirmou Davi Gallo.
Ele complementou que ela cometeu duplo homicídio triplamente qualificado e que a prisão se justifica para garantir a ordem pública. “O crime provocou clamor público pela forma como foi praticado e ela deixou claro o desrespeito que tem pela vida humana”, destacou.O promotor David Gallo disse, em entrevista para uma emissora da televisão, que os médicos do hospital podem ser indiciados caso seja constatado favorecimento ou criação de obstáculos ao trabalho da justiça.
Fonte: Opniãosul

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