Campeão da Copa do Brasil de 2006 pelo Flamengo, ele se emociona ao contar o problema familiar que o afasta dos gramados desde 2011
De acordo com Jônatas, a relação com o pai piorou à medida que seu sucesso aumentava dentro dos gramados.
- Tinha jogo em que eu fazia uma grande partida e queria sair antes de acabar porque aquilo já estava me deixando mal. Eu ficava preocupado com o que iam falar em casa, qual o problema que ia ser no outro dia: "Ah, não, é o filho queridinho, é o filho isso ou aquilo". Eu sofri demais com isso. Só queria jogar futebol e ver meus pais felizes em casa, mas isso não aconteceu. Meu pai não soube aceitar meu sucesso. Aquilo foi me atrapalhando dentro de campo porque meu pai ficou contra o meu sucesso - desabafou.
atrapalhou dentro de campo (Foto: Reprodução)
- Não me fez mal a Europa. Eu que não estava preparado para os problemas que eu já levei para lá. Depois do sequestro, ele achou que não era feliz porque eu era jogador de futebol, e aquilo mexeu demais comigo. Eu ainda tentei e teve um momento em que eu disse: "Não dá para mim. Tenho que procurar alguma ajuda pra sair dessa situação" - lembra.
- Já estava entrando em campo e não tinha prazer de jogar futebol. Aquilo estava me fazendo mal dentro de campo, fora e em casa. E não deu certo - lembrou.
Após a aposentadoria, Jônatas se refugiou em casa, em Fortaleza, na companhia da mãe, da esposa e da filha July, de quatro anos. Evitou qualquer contato com o futebol e nunca quis dividir os problemas com os psicólogos dos clubes ou até em casa. Recentemente, optou por pedir ajuda, e há um ano faz tratamento para superar o trauma que atrapalhou o caminho dele no futebol. Porém, o ex-volante conta que a verdadeira mudança em sua vida aconteceu graças à pequena July, que, mesmo sem entender o que aconteceu, incentiva o pai a dar a volta por cima. Os grandes momentos na carreira estavam adormecidos na cabeça dele, mas hoje ele já lembra com saudade.
Brasil, em 2006 (Foto: Agência O Globo)
Em janeiro de 2014, ele pretende estar de volta ao mundo do futebol. Hoje com 31 anos, pretende retomar a carreira pela filha e até pelo próprio pai.
- Ele é uma pessoa importante na minha vida, mas não tinha noção das coisas que estava fazendo no momento em que eu mais precisava dele. Amo o meu pai, como amo a minha mãe, mas queria que ele soubesse que todos esses problemas que eu criei dentro do futebol foram porque eu estava preocupado com ele, querendo a felicidade dele. Ele não soube entender isso.
Fonte:Globo esport
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