Sem dar detalhes do conteúdo, Barbosa
disse que teve “conhecimento oficioso” (fora dos autos) do novo
depoimento prestado por Valério ao Ministério Público Federal, em
setembro, após ter sido condenado a mais de 40 anos de prisão pelos
crimes cometidos no mensalão em julgamento no Supremo.
Valério afirmou à Procuradoria-Geral da
República que pagou despesas pessoais de Lula em 2003, por meio de
depósitos na conta de uma empresa do ex-assessor pessoal de Lula, Freud
Godoy, segundo revelou o jornal O Estado de S. Paulo.
Questionado se o Ministério Público deve
abrir inquérito para apurar o envolvimento do ex-presidente, Barbosa
concordou: “Eu creio que sim”.
Como Lula não tem mais foro privilegiado, ele seria investigado pela primeira instância.
Ainda de acordo com a reportagem,
Valério também relatou que Lula avalizou pessoalmente, em encontro no
seu gabinete, no Palácio do Planalto, os empréstimos contraídos junto ao
Banco Rural para alimentar o esquema de compra de apoio parlamentar.
Segundo Valério, suas despesas com advogado são pagas pelo PT.
Ao longo de mais de quatro meses de
julgamento, o STF definiu que o mensalão foi um esquema de desvio de
recursos públicos e empréstimos fictícios para a compra de apoio de
político no Congresso no início do governo Lula (2003-2010).
Dos 37 acusados, 25 foram condenados por
crimes como corrupção, peculato, lavagem de dinheiro, entre eles o
ex-ministro José Dirceu, homem forte do governo Lula. e o ex-tesoureiro
do PT Delúbio Soares.
As falas de Valério são recebidas com
cautela pelo Ministério Público Federal, uma vez que a declaração
poderia ser uma movimentação para se livrar da condenação. O
procurador-geral da República, Roberto Gurgel, já chegou a chamar o
empresário de jogador.
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Fonte: Folha
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