Assim o explicou à Agência Efe o chefe da delegação do Uruguai no fórum, o secretário de presidência, Diego Cánepa, que nesta quarta-feira (13) também se reuniu com representantes da Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes (Jife), organização que criticou a iniciativa uruguaia em seu último relatório.
“Nos últimos 40 anos não reduzimos o número de dependentes, não reduzimos o consumo da droga, que, de fato, seguem aumentando”, afirmou o secretário de presidência do Uruguai ao explicar a posição de país aos delegados internacionais na reunião que se estenderá até a próxima sexta-feira.
O chefe da delegação uruguaia ressaltou que, do ponto de vista das políticas sanitárias, da segurança e da convivência social, os resultados da atual estratégia foram negativos e que, portanto, é preciso buscar novas alternativas.
A Jife, o órgão da ONU que vigia o cumprimento das normas internacionais contra as drogas, indicou em seu relatório anual, publicado recentemente, que a regulamentação do mercado da maconha, como propõe Uruguai, infringiria os tratados internacionais.
Em linhas gerais, o representante uruguaio defendeu a “revisão e atualização” das normas internacionais contra as drogas, as mesmas que foram aplicadas nos últimos 50 anos.
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Fonte: Terra
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