quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Regina Casé recebe título de cidadã soteropolitana na próxima segunda




Na próxima semana, a apresentadora Regina Casé recebe o título de cidadã soteropolitana na segunda (17), indicado pelo vereador Moisés Rocha (PT).

A ideia partiu da dona do espaço gastronômico Zanzibar, Ana Célia, que conversou com o vereador, sobre a possibilidade de Regina Casé receber o título. “Eu levo muito a sério as honrarias que a câmara municipal pode conceder a pessoas que têm uma relação com Salvador, como a Regina Casé tem. Por isso, não me contentei com apenas uma opinião e corri atrás de outras pessoas que concordaram com o título. Regina divulga a nossa cultura, nossa identidade religiosa e tem residência em Salvador. Então, ela merece o título”, afirmou Moisés Rocha.


Na hora de avaliar quem merece um título como esse, o vereador diz ter muita cautela e critica o questionamento de ‘o que essa pessoa fez por salvador’. “Eu não gosto disso. A pessoa pode contribuir de forma material ou imaterial e quando é imaterial, cabe a cada um medir essa contribuição. Eu tenho certeza de que posso me orgulhar de todas as pessoas que indiquei, pois todas elas têm uma relação profunda com Salvador”, assegura o petista que indicou títulos de cidadão soteropolitanos a Negra Jô (famosa trançadeira do Pelourinho), Luiz Melodia (cantor que se firmou no cenário musical baiano na década de 70) e Professora Aureny (uma das fundadoras do Ilê Ayê e escola Mãe Hilda)
 
Ricky Vallen e Silas Malafaia

Ainda durante entrevista, o vereador disparou críticas aos colegas de câmara, que concederam títulos de cidadão soteropolitano ao cantor Ricky Vallen (indicado pelo verador Pedrinho Pepê) e ao líder da Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, Silas Malafaia (indicado por Heber Santana).

“Quando eu indico alguém para um título desse eu procuro pelo menos saber de que forma ela valoriza a cidade. Ter indicado a Regina Casé nem se compara ao título recebido por Ricky Vallen, que nunca veio a Salvador”, afirma. Já sobre o título do pastor Silas Malafia, que já foi concedido pela câmara, o vereador Moisés Rocha é mais cauteloso. “A minha opinião sobre esse caso é pessoal. O pastor Silas Malafia pratica intolerância religiosa e por não respeitar a diversidade que existe em Salvador, eu, como cidadão, não me sinto satisfeito. Agora, se ele merece ou não, não cabe a mim decidir”, pontuou.

Vale lembrar que a concessão do título de cidadão ao pastor gerou diversas críticas pelo movimento do Grupo Gay da Bahia (GGB), que considerou a indicação como um “atentado aos direitos humanos da comunidade LGBT”. Lei matéria na íntegra.

Fonte: Bocão News

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